Percepção de profissionais de saúde mental sobre o projeto terapêutico singular

Introdução: no campo da saúde mental o Projeto Terapêutico Singular foi utilizado na desconstrução institucional, visando uma atuação integrada da equipe de forma a valorizar as necessidades de saúde do usuário.
Objetivo: analisar a percepção de profissionais da saúde mental sobre o Projeto Terapêutico Singular.
Métodos: pesquisa qualitativa, realizada nos meses de novembro e dezembro de 2014 tendo como sujeitos profissionais que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial do município de Ilhéus-Bahia, Brasil. Os dados foram produzidos por meio da entrevista semiestruturada e analisados na perspectiva da análise de conteúdo temática.
Resultados:
na categoria temática 'Tecendo vantagens e facilidades na utilização do PTS', os profissionais sinalizaram que o Projeto Terapêutico Singular amplia o sentido de cuidado no nível individual e coletivo, possibilita o diálogo da equipe multiprofissional e estimula a autonomia do usuário na perspectiva do cuidado integral. Equipe reduzida, rotatividade de profissionais; falta de recursos estruturais, ausência de usuários e familiares na unidade para dar continuidade às ações propostas, devido a supervalorização dos cuidados que recebem no domicílio constituíram elementos para categoria 'Desafios na operacionalização do Projeto Terapêutico Singular'.
Conclusões: é importante a reorganização dos serviços para o atendimento de qualidade, maior articulação com Atenção Básica e adoção de medidas que garantam condições necessárias para a implementação, acompanhamento e continuidade do Projeto Terapêutico Singular. Ademais, é necessária a inclusão da temática na formação e nas atividades de capacitação dos profissionais em serviços como estratégia inovadora de cuidado na área de saúde mental, evitando equívocos de condutas com a utilização do Projeto Terapêutico Singular.

DEJEANE OLIVEIRA DEJE, Jeane Freitas de Oliveira Freitas Jeane, Márcia Rebeca Rocha de Souza Rocha Márcia, Nairan Morais Caldas Morais Nairan, Itana Carvalho Nunes Silva Nunes Itana, Milena Vaz Sampaio Santos Sampaio Milena, Rafaele Silva Santos Silva Rafaele
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O cuidar em saúde mental: contribuições fenomenológicas acerca de mulheres trabalhadoras em situação de climatérioIntrodução: em 2050 poderá existir mais de dois milhões de pessoas acima dos 60 anos. Pensando na longevidade feminina é oportuno apresentar reflexões acerca da Saúde da Mental das Mulheres Trabalhadoras em Situação de Climatério.
Objetivo: compreender o significado que a mulher trabalhadora atribui à vivência do climatério e suas interfaces em relação à Saúde Mental.
Métodos: estudo qualitativo, de abordagem fenomenológica heideggeriana, entrevista de modalidade fenomenológica. Foram depoentes dezoito professoras do ensino médio que estavam no climatério.
Resultados: unidades de significado: 1 - sente cansaço, irritação, fica sensível, ansiosa, chora, sofre... muda hábitos/comportamentos... São coisas estranhas e que nunca teve, que não sabe explicar, que vêm e vão de repente, que a preocupam...; 2 - aceita como parte da vida de toda mulher e enfrenta: se controlando, levando na brincadeira e se ocupando com outras atividades. Porém, percebe as modificações trazidas pelo tempo, refere que já não consegue mais fazer as coisas como fazia. Preocupa-se mais com a vida e sente necessidade de mudanças. A interpretação destas unidades está na compreensão vaga e mediana e hermenêutica.
Conclusão: As contribuições para o Cuidado em Saúde Mental e Enfermagem é que profissionais repensem sua atuação quanto ao preparo da mulher adulta para o climatério/ menopausa, desviando-se de um modelo assistencial para um atendimento holístico e humanizado na adultez, que forneça informações, conceitos e liberdade para questionamentos. Pensa-se, serem estas, estratégias formadoras de um Cuidado Humano necessário em Saúde.
Glaucimara Riguete de Souza Soares, Elaine Antunes Cortez, Rose Mary Andrade Silva, Selma Petra Chaves Sá, Sonia Mara Faria Simoes
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Episódios de cuidado a mulheres com transtornos mentais na Atenção Básica

Introdução: a reforma psiquiátrica reafirma a importância da articulação entre atenção básica e atenção especializada a fim de garantir melhoria do cuidado. O cuidado integral em saúde mental pressupõe atenção integral à saúde capaz de promover melhoria da qualidade de vida.

Objetivo: conhecer os episódios de cuidado a mulheres com transtornos mentais atendidas em uma Estratégia da Saúde da Família no município de Minas Gerais (Brasil).

Métodos: pesquisa de natureza qualitativa, do tipo documental. A coleta de dados ocorreu por meio da análise documental dos prontuários. O referencial teórico utilizado para análise e discussão foi a Classificação Internacional da Atenção Primária sob a ótica do cuidado compartilhado.

Resultados: verificou-se que a ansiedade generalizada foi atribuída a mais da metade das mulheres; em relação às queixas/sinais e sintomas psicológicos, a sensação de ansiedade/nervosismo/tensão foi o mais encontrado; a morbidade clínica mais comum foi a Hipertensão Arterial Sistêmica; as ações voltadas à saúde da mulher foram escassas.

Conclusões: há necessidade da implantação do apoio matricial na rede de atenção a fim de garantir uma assistência holística e de melhor qualidade às mulheres com transtorno mental.

Palavras chave: saúde mental; cuidado em saúde; saúde da família; classificação internacional da atenção primária.

Michele Cecília Silva Torrézio, Nadja Cristiane Lappann Botti
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Perfil clínico-epidemiológico de pacientes atendidos em ambulatório psiquiátrico

Introdução: caracterizar os usuários com transtornos mentais nos diversos serviços de saúde é de extrema importância para o planejamento e implementação de mudanças na política assistencial.
Objetivo: descrever o perfil clínico-epidemiológico de pacientes atendidos em ambulatório psiquiátrico.
Métodos: foram analisados 97 prontuários de pacientes do anexo psiquiátrico de um hospital general do município de Jequié, Bahia, Brasil. Os dados foram coletados utilizando-se um formulário, processados através do software SPSS, versão 15.0, e analisados através da estatística descritiva simples.
Resultados: 54,6 % dos pacientes são do sexo masculino; 29,9 % estão na faixa etária de 30-39 anos; 56,8 % faziam uso de antipsicóticos neurolépticos; 54,6 % evoluíram com orientação durante as consultas; 94,1 % das variáveis apresentaram incompletude das informações.
Conclusão: os pacientes têm sido beneficiados com o tratamento ambulatorial e a terapêutica farmacológica, evoluindo com remissão dos sintomas psicopatológicos, necessitando de utilização de estratégias alternativas para complementar o tratamento. O registro adequado e organizado dos prontuários é fundamental para subsidiar o direcionamento na produção do cuidado, possibilitando o planejamento das ações e gestão de políticas de saúde mental.


Diego Pires Cruz, Edite Lago da Silva Sena, Ramon Missias Moreira, Jules Ramon Brito Teixeira, Laís Santana Santos Pereira Lira, Karla Ferraz dos Anjos, Vanessa Cruz Santos
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Saúde mental no trabalho do Enfermeiro da Atenção Primária de um município no Brasil

Introdução: de todos os males vividos pelo homem, a loucura, a doença mental e o sofrimento psíquico e emocional parecem atingir indistintamente pessoas de qualquer nacionalidade, raça, classe social e religião. Contudo, sabe-se que os mais pobres são os que mais padecem pela falta de atenção e cuidado.
Objetivou: compreender como se desenvolve a preparação e qual o conhecimento que os enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família de Montes Claros - Minas Gerais apresentam sobre Saúde Mental para atendimento a pacientes com transtornos psíquicos.
Métodos: pesquisa qualitativa e exploratória, realizada com oito enfermeiros que atuavam na Atenção Primária à Saúde do meio urbano de Montes Claros. Os dados foram coletados no segundo semestre de 2011, por meio de entrevistas, que foram gravadas e, em seguida, transcritas. Para análise dos dados, foi utilizada a técnica de análise do conteúdo.
Resultados: os entrevistados relataram que se sentiam preparados para lidar com seus pacientes e que conheciam os principais transtornos, mas poucos foram capazes de detalhar esse conhecimento. As capacitações e curso de residência foram citados como preparação, mas a insegurança e tempo disposto para lidar com esses pacientes foram impasses para um bom cuidado.
Conclusões: é preciso maior preparação dos enfermeiros na área de saúde mental, a fim de proporcionar atendimento resolutivo aos pacientes que demandas tais cuidados.

Bianca Pereira Coelho, Ana Paula Maia da Silva, Luís Paulo Souza e Souza, Kenya Marielle Almeida e Silva, Edilaine Pereira da Silva, Ilka Santos Pinto, Rafael Messias de Oliveira, Carla Silvana Oliveira e Silva
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Andressa da Silveira, Keity Laís Siepmann Soccol
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